O comércio móvel no Brasil não para de crescer. Nos últimos 3 anos, dobrou a proporção de brasileiros que já realizaram uma compra a partir de um dispositivo móvel

É o que revela a mais nova edição do Panorama Mobile Time/Opinion Box: comércio móvel no Brasil. Veja a seguir alguns dos dados mais relevantes e o link para baixar o material completo:

Principais insights da pesquisa sobre comércio móvel

O comércio móvel já é utilizado para as mais diferentes categorias de produtos e serviços. 8 em cada 10 internautas já compraram produtos físicos através de apps. 66% pediram um automóvel e 54% solicitaram uma refeição.

Além disso, 61% dos internautas já encomendaram um produto ou serviço pelo WhatsApp e 45% pelo Facebook Messenger.

O relatório Panorama Mobile Time/Opinion Box: Comércio móvel

A pesquisa sobre comércio móvel foi realizada com 2.069 internautas brasileiros que possuem Smartphone, respeitando as características sócio demográficas deste grupo. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pp e o intervalo de confiança é de 95%.

Comércio móvel, uma alternativa para os mais pobres

O uso do celular como ferramenta para compras de mercadorias físicas e serviços continua a avançar no Brasil. Em três anos, a proporção de internautas brasileiros que já experimentaram o chamado comércio móvel cresceu 20 pontos percentuais, saltando de 62%, em março de 2016, para 82% agora, em março de 2019 (gráfico 3). A penetração é mais alta entre brasileiros com maior renda, chegando a 90% nas classes A e B, enquanto é de 79% nas classes C, D e E. A diferença social também aparece quando se pergunta aos consumidores móveis quem fez compras por app nos últimos 30 dias: 76% nas classes A e B, ante 65%, nas classes C, D e E

Para muitos o único instrumento

Para muitas pessoas de renda mais baixa, o celular é o único instrumento para a realização de compras on-line. O IBGE informa que a penetração de Smartphone é maior que a de computadores nos lares brasileiros. E mesmo quando uma família pobre possui um computador, não necessariamente este está conectado à Internet, em razão da cobertura limitada das redes cabeadas e do alto preço do acesso de banda larga.

Isso se reflete quando esta pesquisa pergunta aos consumidores móveis se eles realizam mais compras pelo Smartphone ou pelo desktop. Na média nacional, 71% compram mais pelo Smartphone. Porém, a proporção é maior entre aqueles das classes C, D e E (74%) do que entre aqueles das classes A e B (62%).

Nessa mesma pergunta, se percebe uma diferença regional. A preferência pelo Smartphone é menor no Sudeste (67%), onde há maior acesso à banda larga fixa, do que no Centro-Oeste (77%), Nordeste (76%), Norte (73%) e Sul (73%).

fonte: Panorama Mobile Time/ Opinion Box – Comércio móvel no Brasil – abril de 2019.